Rede Européia dos Serviços de Saúde Sem Tabaco (RESSST)

A RESSST agrupa redes nacionais, regionais ou a coordenação nacional de redes regionais (como, por exemplo, em Espanha)

RESSST em Portugal...
O Conselho de Prevenção do Tabagismo (CPT) e o Centro de Pneumologia da Universidade de Coimbra estabeleceram um protocolo para representar Portugal na RESSST.

11 razões para aderir à RESSST

Porque aderir à Rede Européia dos Serviços de Saúde Sem Tabaco (RESSST)?

1. A prevenção e o controle do tabagismo faz parte da missão dos Serviços de Saúde
A missão dos Serviços de Saúde tem os seguintes componentes:
• assistência e tratamento;
• promoção da saúde;
• prevenção das doenças;
• investigação e formação.
Em cada um destes componentes deve ser incluída a prevençãao e o controlo do tabagismo.

2. A implicação dos dirigentes da instituição é fundamental
Uma política de prevenção e controle do tabagismo, (como qualquer outra política organizacional) necessita da implicação direta dos dirigentes.
As Direções Administrativa e Clínica tem que ser implicadas.
A implicação dos dirigentes da instituição não significa que sejam eles a fazer todo o trabalho de preparação e implementação do programa.

3. É possivel iniciar o processo, mesmo com um orçamento insuficiente...
O empenho no processo não implica qualquer tipo de orçamento específico (ainda que este seja necessário e desejável para melhor concretizar as ações do programa).
O mais importante é a mobilização dos dirigentes e de todo o pessoal da instituição.

4. Um SSST é um processo que se desenvolve passo a passo e cada instituição pode seguir o seu próprio ritmo
Não devemos temer por não conseguir ser rapidamente perfeitos; devemos temer por permanecer imóveis.

5. A responsabilidade de um incêndio por causa de fumar pode ser atribuída à administração


Fumar é a primeira causa de incêndio nos hospitais
Os dirigentes podem ser responsabilizados nos tribunais por danos causados por incêndios.

Fumar como causa de incêndios nos hospitais (fonte: AP-HP)

6. A falta de uma política anti-tabaco pode gerar conflitos entre as pessoas nas salas de espera
Os não-fumadores defendem, cada vez mais, os seus direitos relativamente aos fumadores.
Quando estão em síndrome de privação e se encontram em locais inapropriados, os fumadores podem tornar-se agressivos e/ou fumar em locais proibidos, provocando conflitos, latentes ou manifestos, com os não-fumadores.

7. Uma instituição sem política anti-tabaco é geralmente mais suja
As bitucas sujam o chão e estragam-no.
As paredes escurecem mais rapidamente nos locais onde se fuma.
Umas instalações limpas não podem ter fumo de tabaco.

8. Uma política anti-tabaco bem conduzida mobiliza positivamente as pessoas
3/4 dos não-fumadores declararam sentir-se incomodados pelo fumo do tabaco dos outros.
1/2 dos fumadores declararam sentir-se, por vezes ou muitas vezes, incomodados pelo fumo dos outros.
Criar uma instituição sem tabaco não significa lutar contra os fumadores que, na maior parte dos casos, querem deixar de fumar, mas não conseguem porque são dependentes e necessitam de ajuda profissional.
Propor um hospital sem tabaco pode constituir um projeto forte e mobilizado do pessoal.

9. O material informático, os revestimentos e os sistemas de climatização, resistem muito mais tempo num meio sem tabaco
O interior de um computador ou de um aparelho eletrónico colocado numa sala onde se fuma tem muito mais partículas de poeira.

10. Para os doentes, a imagem da instituição é mais positiva
Uma instituição sem tabaco é mais limpa.
Uma instituição onde a luta anti-tabaco não é uma preocupação não se ocupa totalmente da saúde dos doentes.
Uma instituição onde os profissionais de saúde são vistos a fumar não transmite confiança

11. Ser SSST é uma vantagem na acreditação da Instituição
A maior parte dos hospitais europeus estão em processo de acreditação.
Direta ou indiretamente, o tabagismo é tomado em conta na sua avaliação.