Na gestação:

Má nutrição da mãe: gestantes que fumam necessitam de uma ingestão três vezes maior de ácido fólico e duas vezes maior de vitamina C;

Má nutrição do feto: há redução do fluxo sangüíneo na placenta e prejuízo no transporte de nutrientes;

Assim como o monóxido de carbono, a nicotina atravessa a placenta e há redução, em torno de 10%, no transporte de oxigênio para o feto;

Aumento do risco do nascimento prematuro;

Aumento do risco de recém-nascidos com baixo peso;

Indução ao aborto espontâneo;

Na amamentação:

Desmame precoce;

Redução da produção de leite;

Menor ganho de peso em crianças com amamentação exclusiva;

A concentração da nicotina no leite é 2,9 vezes maior que no sangue, provocando taquicardia no bebê.

Há recomendação às mães fumantes de amamentar 2 horas após fumar o último cigarro, pois a nicotina permanece no leite por 1 hora e 30 minutos.

No aparelho digestório:

Aumento da produção de ácido clorídrico no estômago, que pode causar gastrite, azia, úlcera ou até mesmo câncer gástrico;

Redução da produção de enzimas pancreáticas;

Comprometimento das funções do fígado;

Aumento da velocidade do trânsito gastrointestinal, interferindo na absorção dos nutrientes.

Nos hábitos alimentares:

Aumento da sensação de saciedade;

Redução do paladar e do olfato;

Ocorrência de hábitos alimentares inadequados, geralmente associados ao tabagismo, como alto consumo de café e bebidas alcoólicas.

Outras intercorrências

O fumo acelera o ritmo de perda óssea, o que aumenta a probabilidade de desenvolvimento da osteoporose, principalmente em mulheres após a menopausa. É necessária uma alimentação rica em cálcio.

A necessidade diária de vitamina C de indivíduos fumantes é 20% maior do que de indivíduos não-fumantes. Segundo o doutor em ciência dos alimentos, Franco Lajolo, é importante incrementar o consumo de frutas cítricas, como laranja e acerola, folhas verdes em geral e hortaliças vermelhas, como tomate e pimentão.

Fumar antecipa a menopausa, diminui a ação dos hormônios femininos favorecendo o desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

O tabagismo causa o aumento do colesterol total, LDL-colesterol (“colesterol-ruim”), triglicerídios e queda do HDL-colesterol (“colesterol-bom”). Acelera e agrava a aterosclerose da parede das artérias coronarianas. Em relação ao HDL-colesterol, a própria exposição passiva à fumaça diminui seus índices até em crianças de pais fumantes.

Há envelhecimento precoce de todas as células do organismo pela diminuição do aporte de oxigênio no sangue e conseqüente aumento de radicais livres, bem como, diminuição do tempo de vida.

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