Fumantes com depressão

Os fumantes têm em geral mais depressão do que as pessoas que não fumam.

Os fumantes com depressão podem ter maior dificuldade para deixar de fumar pois tendem a ter:

- maior grau de dependência da nicotina (faça o teste de Fagerstöm para verificar o seu grau de dependência) ;

- mais sintomas de abstinência quando param de fumar: mais insônia, irritabilidade, dificuldade de concentração, inquietação, tontura, fissura etc.

- piora da depressão ou início de novo episódio de depressão quando deixam o cigarro (a nicotina parece exercer algum efeito antidepressivo nos indivíduos com depressão).

Quanto mais sintomas de depressão o indivíduo tiver no momento, maior dificuldade ele vai apresentar para parar de fumar.

O que fazer ?

- Apesar destas dificuldades, se você estiver vivendo esta situação, não desista de sua intenção de parar de fumar.

- Procure um psiquiatra para orientá-lo quanto ao tratamento mais adequado:

- ele poderá identificar e abordar outros transtornos e sintomas psiquiátricos que necessitem de tratamento além da depressão (transtornos ansiosos, dependências químicas etc.);

- frequentemente, é necessário tratar primeiramente a depressão (se os sintomas estiverem intensos) para depois tratar o tabagismo;

- se a sua depressão for moderada a grave, o tratamento de eleição é inicialmente medicamentoso (antidepressivos);

- se a sua depressão for leve ou houver indicação, o psiquiatra pode encaminhar você para a psicoterapia;

- A psicoterapia pode auxiliar você a entender a relação que você estabeleceu ao longo de anos com o cigarro. Este pode exercer uma função psicológica na sua vida, como uma muleta para lidar com situações de angústia e frustração, como extensão dos momentos de prazer e como companheiro para aplacar a solidão. O psicoterapeuta pode ajudar você a desenvolver recursos internos para lidar com a falta do cigarro e adquirir uma nova identidade, agora de “ex-fumante”.